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D. Tareja
As naçôes todas são mistérios.
Cada uma é todo o mundo a sós.
Ó mãe de reis e avó de impérios,
Vela por nós!

Teu seio augusto amamentou
Com bruta e natural certeza
O que, imprevisto, Deus fadou.
Por ele reza!

Dê tua prece outro destino
A quem fadou o instinto teu!
O homem que foi o teu menino
Envelheceu.

Mas todo vivo é eterno infante
Onde estás e não há o dia.
No antigo seio, vigilante,
De novo o cria!
Las naciones son todas misterios.
Cada una es un todo el mundo a solas.
Oh madre de reyes y abuela de imperios,
¡Vela por nosotros!

Tu seno agusto amamantó
Con bruta y natural certeza
El que, imprevisto, Diós destinó.
¡Por él reza!

¡Dé tu súplica otro destino
A quién destinó el instinto tuyo!
El hombre que fue tu chico
Envejeció.

Pero todo vivo es eterno infante
Donde estás y no hay dia.
En el antiguo seno, vigilante,
¡De nuevo lo crea!
Mensagem
Fernando Pessoa

©2004-11-01 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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