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Nevoeiro
Nem rei nem lei, nem paz nem guerra,
Define com perfil e ser
Este fulgor baço da terra
Que é Portugal a entristecer--

Brilho sem luz e sem arder,
Como o que o fogofátuo encerra.
Ninguém sabe que coisa quere.
Ninguém conhece que alma tem,

Nem o que é mal nem o que é bem.
(Que ânsia distante perto chora?)
Tudo é incerto e derradeiro.
Tudo é disperso, nada é inteiro.

Ó Portugal, hoje és nevoeiro...
É a Hora!
Ni rey ni ley, ni paz ni guerra,
Define con perfil y ser
Este fulgor bazo de la tierra
Que es Portugal enstristecido--

Brillo sin luz y sin arder,
Como lo que el fuego fátuo encierra.
Nadie sabe qué cosa quiere.
Nadie conoce qué alma tiene,

Ni lo que es mal ni lo que es bien.
(¿Qué ansia distante cerca llora?)
Todo es incierto y postrero.
Todo es disperso, nada es entero.

El Portugal, hoy es neblina...
¡Es la Hora!
Mensagem
Fernando Pessoa

©2004-12-04 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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