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Uma Gargalhada
Uma Gargalhada de rapariga soa do ar da estrada.
Riu do que disse quem não vejo.
Lembro-me já que ouvi.
Mas se me falarem agora de uma gargalhada de rapariga da estrada,
Direi: não, os montes, as terras ao sol, o sol, a casa aqui,
E eu que só oiço o ruído calado do sangue que há na minha vida dos dois lados da cabeça.
Una risotada de rapacita suena en el aire de la estrada.
Rió de lo que dijo quien no veo.
Me recuerdo que ya oí.
Pero si me hablaran ahora de una risotada de rapacita de la estrada,
Diré: no, los montes, las tierras al sol, el sol, la casa aquí,
Y yo que sólo oigo el ruido callado de la sangre que hay en mi vida de los dos lados de la cabeza.
Poemas Inconjuntos
Alberto Caeiro
12-4-1919

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