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Marinetti Acadêmico
Lá chegam todos, lá chegam todos...
Qualquer dia, salvo venda, chego eu também...
Se nascem, afinal, todos para isso...

Não tenho remédio senão morrer antes,
Não tenho remédio senão escalar o Grande Muro...
Se fico cá, prendem-me para ser social...

Lá chegam todos, porque nasceram para Isso,
E só se chega ao Isso para que se nasceu...

Lá chegam todos...
Marinetti, acadêmico...

As Musas vingaram-se com focos elétricos, meu velho,
Puseram-te por fim na ribalta da cave velha,
E a tua dinâmica, sempre um bocado italiana, f-f-f-f-f-f-f-f...
Allá llegan todos, allá llegan todos...
Cualquier día, salvo venta, llego yo también...
Si nacen, al final, todos para eso...

No tengo remedio sino morir antes,
No tengo remedio sino escalar el Gran Muro...
Si me quedo acá, préndenme para ser social...

Allá llegan todos, porque naciaron para Eso,
Y sólo se llega a Eso para lo que se nació...

Allá llegan todos...
Omnibus, académico...

Las Musas vengáronse con focos eléctricos, mi viejo,
Te pusieron por fin en las candilejas del sótano viejo,
Y tu dinámica, siempre un poco italiana(*), f-f-f-f-f-f-f-f(**)...

Álvaro de Campos

(*) N.d.T: El poema está plagado de palabras italianizantes, esto se pierde en la traducción.
(**) N.d.T: ¿...?

©2004-12-29 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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