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Uns
Uns, com os olhos postos no passado,
Vêem o que não vêem: outros, fitos
Os mesmos olhos no futuro, vêem
O que não pode ver-se.

Por que tão longe ir pôr o que está perto —
A segurança nossa? Este é o dia,
Esta é a hora, este o momento, isto
É quem somos, e é tudo.

Perene flui a interminável hora
Que nos confessa nulos. No mesmo hausto
Em que vivemos, morreremos. Colhe
O dia, porque és ele.
Unos, con los ojos puestos en el pasado,
Ven lo que no ven: otros, clavados
Los mismos ojos en el futuro, ven
Lo que no puede verse.

¿Por qué tan lejos ir a poner lo que está cerca —
A seguro nuestro? Éste es el día,
Ésta es la hora, éste el momento, ésto
Es quienes somos, y es todo.

Peremne fluye la interminable hora
Que nos confiesa nulos. En el mismo trago
En que vivimos, morimos. Toma
El día, porque eres él.
Odes De Ricardo Reis
Ricardo Reis

©2005-01-04 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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