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Frutos
Frutos, dão-os as árvores que vivem,
Não a iludida mente, que só se orna
Das flores lívidas
Do íntimo abismo.
Quantos reinos nos seres e nas cousas
Te não talhaste imaginário! Quantos,
Com a charrua,
Sonhos, cidades!

Ah, não consegues contra o adverso muito
Criar mais que propósitos frustrados!
Abdica e sê
Rei de ti mesmo.
Frutos, nos dan los árboles que viven,
No la burlada mente, que sólo se orna
De las flores lívidas
Del íntimo abismo.
¡Cuántos reinos en los seres y en las cosas
No te esculpiste imaginario! Cuántos,
Con la charrúa,
Sueños, ciudades!

¡Ah, no consigues contra lo adverso crear
Mucho más que propósitos frustrados!
Abdica y sé
Rey de tí mismo.
Odes De Ricardo Reis
Ricardo Reis

©2005-01-16 by Sebastián Santisi, all rights reserved.


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